Planejamento Financeiro

Dinheiro pode fazer você feliz?

Por 24 de janeiro de 2016 Nenhum Comentário
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Todo mundo quer ser feliz. Este fato nos coloca diante de uma questão que merece atenção: dinheiro realmente nos faz felizes? A maioria das pessoas sequer pensa sobre isso, porque existe uma presunção coletiva de que conseguir o que queremos nos faz bem. Em outras palavras, felicidade significa saciar nossos desejos.

É fácil enxergar que essa afirmação é um equívoco. Seguindo preceitos filosóficos, a crença de que ter muito dinheiro pode te fazer feliz ou que a quantidade de grana na conta bancária corresponde ao nível de felicidade de uma pessoa são falácias hedonistas. Na filosofia do ensino, existe uma diferença entre treinamento e educação. Enquanto treinamento ensina uma pessoa a como desempenhar uma tarefa específica de maneira mais eficaz, sem necessariamente saber quem ela é ou o que ela gosta, a educação atinge raízes mais profundas do comportamento e procura expandir e enriquecer a mente de alguém. O primeiro é superficial, o segundo é complexo. Historicamente, temos tratado o dinheiro como uma questão de treinamento, em vez de educação, em seu sentido mais vasto.

Das inúmeras pesquisas sobre o senso comum de felicidade, alguns resultados foram reunidos por psicólogos. O que a ciência revela sobre a relação entre o dinheiro e a felicidade? Duas coisas importantes. A primeira é que a falta de necessidades básicas, como comida, habitação e saúde, influencia diretamente na concepção de felicidade. A segunda é que, uma vez que você tem acesso a esses itens básicos, eles não mais implicam no quanto você se sente feliz.

A maneira como lidamos com o dinheiro pode colaborar com o bem estar. Entender que alguns desejos nos traz plenitude e outros sofrimento – e como diferenciá-los – ajuda a focar no que realmente importa. De fato, o dinheiro nos permite funcionar melhor na sociedade, proporcionar conforto em nossas vidas e nas vidas de outros. Dependendo de como é usado, ele pode causar mudanças positivas no mundo.

Seguindo esta linha de raciocínio, o seu dinheiro pode ser investido em algo que provoque uma forma mais duradoura de felicidade, em vez de pequenos momentos de euforia. De acordo com especialistas, doar dinheiro para os outros como caridade, presentes ou suporte; pagar por experiências que geram boas memórias, como viagens, restaurantes e shows; ou realizar sonhos de longo prazo, como comprar um imóvel ou carro, aumentam significativamente o senso subjetivo de felicidade das pessoas.

Uma coisa é certa, nossa relação com dinheiro é para a vida inteira, ela reveste nosso senso de identidade, modela nossa atitude em relação às outras pessoas, aproxima e separa gerações. Liberdade, desejo, poder, status, trabalho, posse: essas enormes ideias que governam a vida são, quase sempre, representadas no dinheiro e em torno dele. Mas isso é assunto para outro artigo.

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