Planejamento Financeiro

Das modalidades de financiamento ao uso do FGTS: Descomplicando processos burocráticos

Por 20 de maio de 2016 3 Comentários
Das modalidades de financiamento ao uso do FGTS: Descomplicando processos burocráticos

Nos últimos anos, o sistema imobiliário ofereceu uma maior margem de crédito para quem quisesse adquirir sua casa própria. A Caixa Econômica Federal, a qual detém cerca de 70% dos financiamentos imobiliários no País, proporcionava financiamento de até 80% do valor do imóvel. Porém, em 2015, implantou algumas novas restrições para amenizar a insuficiência de recursos que o banco enfrenta por conta da redução dos depósitos na poupança.

Com as novas regras nos financiamentos imobiliários da Caixa, o cenário mudou. E muito. Se antes menores taxas de juros eram utilizadas por outros bancos para competir com a instituição, hoje as mesmas taxas podem não estar tão baixas assim, daí a importância de se organizar financeiramente para uma entrada considerável no negócio.

De qualquer maneira, muita gente ainda se confunde quanto às modalidades de financiamento disponíveis para comprar um imóvel. Confira abaixo um pouco sobre as principais:

Sistema Financeiro da Habitação (SFH)

O principal recurso acionado pela população, que permite o uso de recursos das poupanças ou do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), é o que mais sofreu com a mudança de regras da Caixa. Agora, o valor máximo do imóvel aceito no SFH é de até R$ 750 mil para os estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e Distrito Federal, e até R$ 650 mil para os demais. Além disso, a cota permitida caiu de 80% para 50% do total.

As taxas variam dependendo do banco, além do tempo de financiamento, que pode chegar até 35 anos. Entre outras características, a idade do comprador e a parcela não ultrapassar 30% da renda familiar são algumas das mais importantes.

Sistema Financeiro da Habitação (SFH)

As principais diferenças do SFI para o SFH são a impossibilidade de uso do FGTS no abatimento do total da compra e valores de imóveis acima de R$ 750 mil. Por isso, geralmente pessoas jurídicas fazem mais uso desse modelo que pessoas físicas, e pode trazer uma porta de capital grande, mas dando mais poder ao banco sobre o imóvel pelo fato do mesmo ser uma concessão até o pagamento da última parcela. A cota máxima varia de banco para banco.

 

Carteira Hipotecária (CH)

Chamado de acordo livre, este modelo de financiamento é fechado entre cliente e banco, não havendo necessidade de seguir regras pré-estabelecidas em lei. A poupança e outros fundos de investimento podem ser solicitados pelo banco como entrada ou quitação do valor do imóvel. Aqui você assume o papel de proprietário, mas o apartamento permanece hipotecado como garantia do empréstimo. É frequentemente recomendado para classes médias e altas.

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